Notícias

Como as Avaliações Imobiliárias se Relacionam com o Crédito Habitação em Portugal

avaliação imobiliária

Num contexto em que o crédito habitação continua em forte atividade, e por ser o principal meio de apoio na aquisição de habitação em Portugal e não só, a avaliação imobiliária assume‑se como requisito essencial para a concessão do financiamento. A avaliação visa garantir que o valor do imóvel — utilizado como garantia hipotecária — corresponda à realidade de mercado e sirva de base ao cálculo do Loan‑to‑Value (LTV) e demais rácios prudenciais, para segurança da entidade financeira na decisão de atribuição do empréstimo.

 

  1. Contexto Regulatório Geral (enquadramento mais usual)

  • LTV Máximo: Até 90% do valor de avaliação para habitação própria permanente (ou 80% na prática de mercado de alguns bancos), conforme orientações do Banco de Portugal.
  • DSTI (Debt Service to Income): Rácio que não deve exceder 40%–50% do rendimento líquido familiar, alinhado com as melhores práticas da European Mortgage Federation.
  • Revisão Periódica: Para créditos imobiliários significativos (> 5% do balanço ou € 500 000), a avaliação deberá ser revista de três em três anos, assegurando que o imóvel mantém o valor de garantía.

 

  1. Quem Realiza a Avaliação

  • Perito Certificado: A avaliação é efetuada por um perito avaliador inscrito na CMVM, que respeita os requisitos de qualificação e independência definidos na Lei n.º 153/2015 e demais procedimentos indicados pela CMVM.
  • O perito deve ter os seguros em día e ter contrato directo com a instituição financeira.

 

  1. Fases do Processo de Avaliação

  1. Pedido de Avaliação: O banco solicita a avaliação, entregando documentação do imóvel (certidão predial, caderneta, plantas, alvará).
  2. Vistoria Presencial: O perito visita o imóvel, tira fotografias, mede áreas e verifica o estado de conservação e envolvente.
  3. Análise de Mercado: Consulta registos de transações (últimos 3–6 meses via portais profissionais e INE “Preços da Habitação nas Cidades”), e dados de oferta/procura.
  4. Métodos de Avaliação mais comuns:
    • Comparativo: Comparação com imóveis transacionados na área.
    • Custo: Cálculo do custo de reprodução menos depreciação.
    • Rendimento: Capitalização do rendimento potencial ou efetivo
    • Valor residual (casos mais complexos em “Discounted Cash Flows”)
  5. Relatório Final: Documento detalhado com descrição, metodologia, comparáveis, análise e conclusão de valor seguindo o normativo CMVM.

 

  1. Impacto da Avaliação no Crédito Habitação

  • Montante Financiado: O valor de avaliação define o teto de financiamento (LTV × Valor Avaliado).
  • Condições de Empréstimo: Influencia prazo, taxa de juro e necessidade de entrada inicial.

 

  1. Cenários e Recomendações

  • Avaliação Inferior ao Preço Pedido: O cliente deverá cobrir a diferença com capital próprio ou renegociar.
  • Boas Práticas Europeias: Seguir as diretrizes da European Mortgage Federation e o modelo de “loan‑to‑value buckets” para avaliar riscos e diversificar carteiras de crédito.

 

Conclusão

A avaliação imobiliária não é apenas um trâmite burocrático: é o pilar que sustenta a solidez e a segurança do crédito habitação em Portugal. Garantir um relatório rigoroso, realizado por peritos independentes e bem fundamentado, protege tanto a instituição financeira como o mutuário, permitindo condições de financiamento mais adequadas e sustentáveis.

ÚLTIMAS NOTICIAS

TASACIONES

<span data-metadata=""><span data-buffer="">Tasaciones de vivienda

Tinsa es experta en tasaciones inmobiliarias para todo tipo de colocaciones hipotecarias y/o créditos. Facilitando el cumplimiento con la SBS y el análisis de la cartera de leasing y garantías.